Como as cores salvaram Magisterium do trauma deixado por Silentium
Atualizado: 15 de set. de 2021

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Influência das cores
Em entrevista, o colorista, que escolheu não se identificar, explicou à Folha como as cores foram utilizadas para a melhora da saúde mental dos cidadãos após o trauma sofrido. De acordo com o entrevistado, a prática utilizada foi a cromaterapia, adaptada de acordo com a necessidade de cada indivíduo. “Uma parcela dos Magisterianos precisaram de tratamento com cores em tons amarelados para estimular o otimismo, enquanto outros precisaram ser tratados com a coloração azul, para transmitir calma e segurança”, disse ele. Esse efeito se dá por conta do conceito de psicologia das cores, que é um estudo sobre como a mente humana identifica as cores e as
transforma em sensações ou emoções.

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Por conta da destruição, muitas lojas tiveram suas fachadas deterioradas, e, tendo em vista o conceito de psicologia das cores, os comerciantes pintaram suas lojas de acordo com as sensações que gostariam de passar. Durante a entrevista, o colorista se emociona ao relembrar o desespero ao ver sua loja de tintas em chamas. Ele conta ter usado a cor amarela, que transmite alegria, nas paredes de seu estabelecimento já reconstruído. Haja vista, a influência das cores nas emoções e sentidos, e considerando que cada uma tem um uso diferente na publicidade e no marketing.
Os magisterianos tinham em mente que as cores quentes, como vermelho, amarelo e laranja são dinâmicas e estimulantes, por isso foram usadas em restaurantes, já que estimula a fome. Já as cores frias, como azul, roxo e verde, possuem propriedades calmante, são suaves e estáticas, e foram usadas em lojas de produtos naturais. Portanto, os proprietários de restaurantes, por exemplo, pintaram seus estabelecimentos de vermelho, visando o sentimento de fome e desejo que a cor transmite. Já os donos de lojas “naturais”, optaram pela cor verde.
Dessa forma, Magisterium reconstituiu suas relações comerciais, retomou a ocupação dos centros urbanos e, por fim, superou os traumas causados por Silentium. Agora, podemos chamá-la de "lar" novamente.

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